Davis Cup Tennis (Turbografx-16)

Voltando às rapidinhas de jogos de desporto da Turbografx-16 e/ou PC-Engine, hoje ficamos com este Davis Cup Tennis, produzido pelo estúdio francês Logiciel. Eles focaram-se, principalmente na década de 80, em produzir videojogos para diversos computadores. Nos anos 90, pelo menos até 1994, ainda lançaram uns quantos jogos para consolas e por alguma razão acharam boa ideia apostar também na Turbografx, tendo inclusivamente alguns lançamentos que se ficaram apenas pelo Japão, onde pelo menos um deles devo cá trazer em breve. O meu exemplar foi comprado a um coleccionador francês algures em Janeiro deste ano, tendo-me custado algo em volta dos 12€.

Jogo com caixa e manual embutido com a capa. DVL, onde quer que estejas, obrigado por arruinares o HuCard com as tuas iniciais.

Este é então um jogo de ténis e surpreendentemente possui imensas opções e modos de jogo. Logo menu inicial podemos escolher se queremos jogar partidas para 1 jogador, ou até um máximo de 4 jogadores, recorrendo a um multitap. A opção para treinar leva-nos precisamente a practicar contra uma daquelas máquinas que disparam bolas automaticamente (algo que recomendo vivamente), ou podemos optar por uma demonstração, com o CPU a controlar ambos os jogadores. Uma vez seleccionada a opção de quantos jogadores irão participar, somos levados a um ecrã para customizar a nossa personagem, seleccionando a sua nacionalidade e depois poderemos distribuir 30 pontos em diversas categorias, quase como num RPG! Em seguida podemos, finalmente escolher que tipo de partida queremos iniciar. Desde partidas individuais (singles ou doubles), torneio, torneio Davis Cup (que nos obriga a participar num misto de partidas single e doubles, ou o modo campeonato que é uma espécie de modo temporada e, onde mediante a nossa performance e treinos entre partidas, os skill points da nossa personagem vão melhorando.

Se jogarem sozinhos, a primeira coisa que recomendo que façam é desligar o modo split screen, que está habilitado por defeito

No meio de todas estas opções e modos de jogo, a jogabilidade é também um pouco complexa, daí ter recomendado ir practicando os controlos contra as máquinas. Basicamente apenas o botão I é usado para tudo… para dar raquetadas com diferentes efeitos, devemos manter o botão I pressionado e pressionar o d-pad numa direcção para definir o efeito e largar o botão I em seguida. Ora sempre que fazemos isto a nossa personagem fica parada no ecrã e, visto que o CPU geralmente não é meigo e as bolas costumam ser muito rápidas, é um pouco complicado acertar nos timings certos para ter sucesso. Esta escolha para os controlos é seguramente um herança do passado da Loriciel em programar para computadores, que tipicamente usavam joysticks com apenas um botão de acção e este Davis Cup Tennis, pelo menos esta versão, parece ser uma conversão ou sucessor do Tennis Cup, lançado em 1989 para o Commodore Amiga, Amstrad CPC, Atari ST e provavelmente outros sistemas também.

Independentemente do modo de jogo, somos convidados a criar a nossa personagem e ajustar as suas skills. Mas a evolução destes atributos apenas será feita no modo campeonato, logo eu não me daria ao trabalho de configurar tanta coisa só para jogar uma partida rápida, por exemplo

Já no que diz respeito aos audiovisuais, este até que é um jogo competente tanto no aspecto gráfico como no som. A primeira coisa que recomendo que façam, principalmente se jogam sozinhos, é ir às opções e desabilitar o splitscreen, para tornar as coisas menos confusas. Os ringues de ténis estão minimamente bem detalhados e poderão ter inclusivamente alguns detalhes interessantes, mediante o tipo de jogo. Se jogarmos em singles, então para além dos 2 atletas em jogo, o ecrã possui também o árbitro e o restante staff que fica junto à rede. Inclusivamente se uma bola ficar junto da rede, vemos uma animação do “apanha bolas” a ir lá buscá-la. Já se jogarmos em doubles vemos apenas o ringue e os 4 atletas em campo. No que diz respeito ao som, bom, músicas só no ecrã título, menus e transições entre partidas, já durante as partidas apenas ouvimos o som da bola, raquetes e eventuais grunhidos soltados pelos jogadores. Os árbitros possuem vozes digitalizadas que têm boa qualidade! Antes de cada partida podemos também ouvir um excerto do hino nacional de cada nação em jogo, o que é mais um toque engraçado.

No que diz respeito à apresentação, o jogo até que possui alguns efeitos bem conseguidos

Portanto este Davis Cup Tennis até que é um jogo bem competente, pelo menos no que diz respeito aos modos de jogo e também na sua apresentação audiovisual como um todo. Já os controlos é que acho que poderiam ter sido melhor adaptados ao comando da Turbografx-16. Curiosamente este jogo sai também no Japão mas apenas no ano seguinte (1992) e em formato CD para a PC-Engine CD. Não sei que eventuais diferenças possam haver entre versões, no entanto.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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