Uncharted: Golden Abyss (Sony Playstation Vita)

E o primeiro jogo que joguei do início ao fim na minha Playstation Vita lá acabou por ser este Uncharted: Golden Abyss, já que ando numa onda de terminar esta franchise. Mas este título em particular não foi desenvolvido pela Naughty Dog, mas sim pelos Bend Studio, os mesmos por detrás da também saudosa franchise Syphon Filter. O meu exemplar foi comprado algures numa CeX no Norte do país em Fevereiro do ano passado, tendo-me custado 13€.

Jogo com caixa

Este Golden Abyss é uma prequela do primeiro jogo, protagonizando um Nathan Drake um pouco mais jovem e uma vez mais no encalço de um valioso tesouro, desta vez deixado para trás por uma extinta civilização algures no Panamá. Naturalmente, tal como nos outros jogos da série, teremos alguns antagonistas para enfrentar, nomeadamente um general de um exército revolucionário local e não só.

Nos primeiros níveis vamos tendo tutoriais que nos indicam os controlos e mecânicas de jogo

Numa primeira abordagem temos de considerar que este é um jogo feito a pensar numa consola portátil. E por muito tecnicamente impressionante que a PS Vita seja, comparando com a tecnologia da altura, não deixa de ser uma consola portátil. E à primeira vista, este Uncharted Golden Abyss parece portar-se muito bem, ao conseguir condensar a fórmula dos Uncharted numa portátil. Isto quer dizer que teremos na mesma as mecânicas de cover based shooting, a vertente de exploração ao resolver puzzles, procurar tesouros e outros coleccionáveis, bem como o platforming que já nos tinha sido habituado. Os controlos básicos são muito semelhantes aos Uncharted clássicos, com o botão círculo a colar-nos a paredes ou muros para servir de abrigo nos tiroteios, o botão L para apontar e o R para disparar. Confrontos corpo-a-corpo usam novamente o quadrado, mas naturalmente que teremos algumas mecânicas de jogo novas para tirar partido das características próprias do hardware da Playstation Vita, nomeadamente o seu uso do touchscreen frontal e traseiro. Com o touch screen podemos pressionar alguns ícones que poderão surgir no ecrã, bem como definir o arco que queremos atirar as granadas ou mesmo para alguns QTEs que vão surgindo ocasionalmente. Os sensores de movimento também vão sendo usados ocasionalmente, como na máquina fotográfica ou quando Nathan se desiquilibra ao atravessar alguma passagem estreita.

Os QTEs que o jogo nos apresenta obrigam-nos a usar o touch screen

O problema a meu ver é que a narrativa não é tão empolgante quanto nos Uncharted da série principal. São muito poucos aqueles momentos altamente cinematográficos e repletos de acção over the top, e por vezes o jogo força-nos demasiado a utilização dos gimmicks da Vita, como o touch screen e sensor de movimento. Eu gosto de pegar nas portáteis antes de ir dormir, e quanto menos tiver de me mexer na cama enquanto jogo melhor, o que não consegui fazer aqui. De resto, não temos nenhum modo multiplayer, mas o jogo tinha mesmo imensos coleccionáveis para apanhar, incluindo loot que os inimigos iam deixando cair e que poderia ser posteriormente trocado com outros jogadores através da aplicação Near da Vita. Mas esse serviço já está em baixo pelo que acabei por não o usar. Outros dos coleccionáveis são umas cartas que podem ser usadas no Uncharted Fight For Fortune, um trading card game dos mesmos produtores que saiu apenas em formato digital na PS Vita e que não planeio jogar.

Ocasionalmente teremos também de usar os sensores de movimento da portátil

No que diz respeito aos audiovisuais, estes estão muito bons tendo em conta as circunstâncias. O voice acting, tanto do Nathan Drake como do Sully é protagonizado pelos mesmos actores dos restantes jogos da série, pelo que podem contar com a mesma qualidade e o mesmo pode ser dito das restantes interpretações. Graficamente o jogo é muito bonito tendo em conta que está a correr numa consola portátil. É verdade que é um jogo de lançamento da PS Vita, mas serve precisamente para demonstrar as suas capacidades, ao apresentar paisagens e personagens muito bem detalhadas, bem como bonitos efeitos de luz. O problema é que não há grande variedade de cenários, estamos sempre a vaguear em selvas e templos antigos, com ocasionalmente algumas cavernas. E mesmo assim, os cenários são bem mais contidos, com corredores e poucas áreas abertas. A Vita é uma portátil muito impressionante para a sua época, mas não é uma Playstation 3.

Este é um puzzle interessante que nos obriga a direccionar a consola para uma fonte de luz

Portanto este Uncharted Golden Abyss apesar de não ser tão emocionante quanto os jogos da série principal, não deixa de ser um jogo bem sólido e não destoa assim tanto dos restantes. Se ao menos a narrativa estivesse nos mesmos padrões dos restantes e o jogo não forçasse tantas mecânicas de jogo diferentes, certamente seria um jogo bem melhor.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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