TaleSpin (Sega Mega Drive)

Vamos voltar à Mega Drive, desta vez para mais uma rapidinha. TaleSpin é uma série de animação da Disney, originária algures nos anos 90, onde reaproveitaram algumas personagens da sua versão do Jungle Book (como o urso Baloo ou o tigre Shere Khan) para um contexto completamente diferente, com Baloo e o jovem Kit a fazerem parte de uma companhia aérea. E tal como vários jogos da Disney no início dos anos 90, acabamos por ter diferentes versões, produzidas por empresas diferentes, lançadas em sistemas diferentes. As versões NES e Gameboy ficaram uma vez mais a cargo da Capcom (e sinceramente parecem-me melhores que esta), enquanto a Mega Drive e a Game Gear ficaram pela própria Sega. O meu exemplar foi comprado por 5€ a um particular, algures no final do ano passado.

Jogo com caixa

A história deste jogo é simples: A câmara municipal lá do sítio lançou um concurso público para estabelecer um contrato de longa duração com uma empresa transportadora aérea. A empresa de Shere Khan e a de Baloo foram as únicas concorrentes e para apurar um vencedor, ambas vão ter de ultrapassar um desafio: o de percorrer várias localizações no mundo, encontrar e transportar o máximo de caixas no menor tempo possível. Shere Khan foi o primeiro e estabeleceu o tempo a bater: temos 7 dias para concluir o desafio e um mínumo de 10 encomendas para encontrar e transportar em cada nível. Claro que Shere Khan não nos vai facilitar a vida, nem os piratas do ar de Don Karnage!

Sim, a cutscene de abertura não é lá muito apelativa.

O jogo oferece-nos a possibilidade de jogar cooperativamente com um amigo, sendo que um controla o urso Baloo, o outro controla o pequeno Kit. Ambos podem saltar, atacar e apanhar objectos como caixas que podem servir de plataformas de apoio para chegar a locias de outra forma inatingíveis. Baloo é maior e os seus ataques, apesar de terem um alcance menor, são mais fortes do que Kit, que por sua vez está equipado com uma fisga cujas pedras fazem tanto dano como bater em alguém com um urso de peluche. Por outro lado Kit, por ser mais pequeno, para além de ser mais ágil e conseguir saltar mais alto, consegue-se também esgueirar por passagens mais estreitas.

Nos níveis principais temos de encontrar pelo menos 10 caixotes para carregar, antes de avançar

O jogo em si está dividido em várias partes. Começamos sempre com um nível de plataformas, onde para além de vários obstáculos e inimigos que fazem sempre respawn, vamos tendo várias caixas com carga para apanhar. Precisamos de apanhar no mínimo 10, embora existam mais caixas que nos dão pontos de bónus extra. Tendo o mínimo de 10 caixas connosco, a saída do nível passa a ficar activa, onde somos levado para um escritório dos serviços Alfandegários lá do sítio, onde defrontamos sempre um boss (aparentemente um minion de Shere Khan). Depois de sair da alfândega é tempo de entrar no avião e passar um pequeno nível como se um shmup horizontal se tratasse. Se estivermos a jogar com um amigo, um deles controla o Baloo (que pilota o avião), o outro controla o Kit, que está fora do avião, atrelado numa prancha, e a disparar a sua fisga novamente. Jogando sozinho, é possível controlar ambos ao mesmo tempo, mas os controlos ficam um pouco confusos. E com a quantidade de inimigos que voam contra nós, mais vale estarmos mais preocupados em apanhar os power ups que vão surgindo (para reparar os estragos no nosso avião, ou aumentar o nosso poder de fogo), do que esquivar de todo o fogo inimigo. Para além disso, em todos os níveis temos um relógio que está em countdown constante, pois temos os tais sete dias para completar a aventura. Um dos power ups que podemos apanhar, no entanto, são pequenos relógios que nos atrasam a deadline ligeiramente.

Depois na alfândega temos sempre um boss para defrontar.

A nível gráfico sinceramente não acho este jogo nada de especial. As sprites poderiam perfeitamente serem um pouco maiores e/ou mais detalhe e os níveis, apesar de variados pois vamos viajar por diversos pontos no mundo como selvas amazónicas, ruinas gregas, pirâmides egípcias ou grandes cidades como Nova Iorque, a verdade é que o detalhe dos níveis também não é o melhor. As músicas no entanto, apesar de não serem propriamente memoráveis, não me desagradaram de todo.

No fim de contas este é um jogo que até teria algum potencial, confesso. No entanto peca pela sua jogabilidade. Os ataques de Baloo e Kit não são lá muito fortes e muitas vezes não é fácil atingir os inimigos. Se calhar jogando isto em co-op a coisa lá resulta melhor, mas não tentei. Os níveis de shmup também são uma boa ideia tendo em conta o conceito da série televisiva, mas a sua execução é também muito pobre. A nível gráfico também não temos aqui nada do outro mundo. O jogo da Capcom deve ser bem mais divertido, acredito. Para além desse existe ainda uma outra versão, publicada pela NEC para o Turbografx, que me pareceu também interessante, mas essa muito dificilmente fará parte da colecção.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Mega Drive, SEGA. ligação permanente.

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